Interpol quer implantar reconhecimento facial
A Interpol está a considerar a hipótese de expandir a todos os aeroportos o reconhecimento facial de passageiros aéreos, com recurso a uma base de dados digital que pretende mais facilmente «apanhar» suspeitos de crimes.
O director da divisão de impressão digital da Interpol, Mark Branchflower, apresentará o sistema nesta semana em Londres, informou nesta segunda-feira o jornal The Guardian.
O objectivo é facilitar a busca e captura de criminosos procurados pela organização. Segundo a Interpol, mais de 800 milhões de passageiros internacionais não passam por um controle básico de identificação facial, o que permite que eles viajem com passaporte ou documento de identidade roubados.
Com o reconhecimento digital, as autoridades alfandegárias passariam assim a poder fazer o cruzamento de imagens com uma base de dados de suspeitos de crimes e fugitivos.
O primeiro check-in com recurso ao reconhecimento facial está em funcionamento no Aeroporto de Manchester.
No ano que vem, a Interpol instalará um novo sistema de identificação de digitais com maior capacidade de armazenamento de dados que o actual. Mesmo assim, a organização quer dar prioridade ao sistema facial.
Branchflower disse que o sistema facial poderia ser implantado rapidamente e seria de grande utilidade para todos os países. Existem actualmente muitos dados armazenados, mas eles não estão em registos que a Interpol tenha acesso, argumentou.
3 - 11 - 2008
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